Agnaldo J. Lopes1 1, Elizabeth J. C. Bessa2

A DPOC é um dos mais importantes fatores de risco para complicações pulmonares pós-operatórias de cirurgias torácicas e extratorácicas. Esta revisão teve como objetivo apresentar os principais avanços na abordagem pré-operatória e nas medidas para prevenir a gravidade das complicações pulmonares pós-operatórias.

Na prática clínica, valores mínimos previstos para o pós-operatório de 40%, tanto para VEF1 quanto para DLCO, têm sido sugeridos na tomada da decisão cirúrgica. Entretanto, o desarranjo na arquitetura pulmonar causado pelo enfisema tem dificultado a avaliação do risco cirúrgico em portadores de DPOC, especialmente no que tange às diferenças regionais na ventilação e perfusão. A TC por emissão de fóton único e a TC de múltiplos detectores têm sido propostas para resolver essa questão. No estado atual, o teste de exercício cardiopulmonar permanece o método de escolha para avaliar o risco cirúrgico, sendo o consumo máximo de oxigênio maior que 35% considerado o maior definidor de operabilidade.

Com o intuito de estimar o volume do enfisema, novas técnicas de imagem deverão ser incorporadas na avaliação pré- operatória de pacientes com DPOC e função pulmonar limítrofe.

Clique aqui para fazer o Download do artigo na íntegra.